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Falta menos de um mês para a prova do novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), prova esta que, sabemos, está bem (muito) modificada em relação a suas edições anteriores. Porém… Tais mudanças foram boas? Surtirão os efeitos desejados? Agradaram aos candidatos que a farão?
Para responder a essas perguntas devemos TENTAR entender por que as mesmas foram adotadas. O antigo Exame não avaliava bem os alunos do ensino médio do nosso país? Precisava mesmo ser alterado? O problema de nossa Educação estava nele???
Pois é. É dificil responder prontamente e sem gerar novas perguntas a perguntas relacionadas a medidas adotadas por nosso Governo (principalmente relacionadas à Educação). Mas, vamos tentar…
O Brasil não está nem perto dos países desenvolvidos no que se diz respeito à educação nacional. Sabemos que grande parte de nossa população não possui, sequer, o Ensino Médio… A justificativa do Governo para as mudanças na prova do ENEM foi que, agora, esta se tornaria uma prova mais “democrática”.
Tais mudanças não tomariam forma apenas na prova em si, mas em todo o esquema do Vestibular. A nota da prova do ENEM (prova “mais bem adaptada ao estudante do ensino médio brasileiro”) seria incorporada à nota do Vestibular de cada Universidade ou, até mesmo, substituí-las. Ou seja, o estudante faz a prova em Outubro, especificando a carreira desejada e o estado no qual pretende estudar e a nota desta mesma prova vale para todas as Universidades a que ele vier prestar Vestibular ou, em alguns casos, o candidado já será eliminado ou classificado para a Universidade que admitiu o ENEM como única forma de ingresso. Porém, se tratando agora de uma prova indispensável ao ingresso do estudante numa Faculdade, ela, portanto, deveria se tornar um pouco mais parecida com as provas do Vestibular tradicional, sem perder, ao mesmo tempo, sua característica de “prova adaptada ao estudante do Ensino Médio brasileiro. Foram então acrescidas cerca de 17 questões por matéria, um total de 117 questões.
Pois bem, as Universidades não foram obrigadas a acatar tais mudanças, mas foram aconselhadas a fazê-lo.
A UERJ (Universidade ESTADUAL do Rio de Janiero) foi a única que não acatou. TODAS as outras (FEDERAIS) incorporaram, de forma indispensável,cada uma a sua forma, a prova do ENEM em seus processos de seleção.
Uma pesquisa feita pelo Governo Federal apontou que cerca de 53% dos jovens aprovoram as mudanças no Vestibular, porém não foi uma unanimidade. A votação foi apertada, pois esse assunto ainda gera muita discussão, principalmente, entre os jovens – principais interressados e afetados pelas mudanças.
Do meu ponto de vista, a prova antiga media algum conhecimento e bastante capacidade de raciocínio, porém pecava em incluir a prova de Redação no mesmo dia que as outras cansativas 63 questões. Sim, porque não eram questões normais; presavam pelo raciocínio, mas, mais pela resistência, já que eram praticamente todas ricas em grandes textos, necessários para a resolução das mesmas…Agora, a prova continua com a proposta de medir mais raciocínio e um conhecimento básico geral do que coisas específicas e, muitas vezes, inúteis. Isso é bom. O problema é que, se a antiga prova já pecava pelo cansaço que gerava, a nova acaba por medir menos a parte do raciocínio e passa a medir a resistência do candidato, pois serão 90 questões, ainda cansativas, em um dia, e mais 90, igualmente cansativas no outro, juntamente com a Redação.
Outro ponto é que sabemos que o Brasil não preza por uma igual distribuição de renda entre seus Estados, muito menos por uma igual “distribuição de educação” entre os mesmos. O Sudeste e o Sul possuem uma educação, em geral, bem melhor do que a oferecida no Nordeste, por exemplo. Por isso a questão de se poder optar por qualquer Estado sem precisar se despencar de onde mora para o Estado desejado só para fazer o Vestibular das Universidades de lá pertencentes, facilitará aos candidatos escolherem prestar Vestibular para Estados menos providos de um ensino de base e de qualidade, visando, assim, maior facilidade no ingresso. E isso vai acontecer, o que, ao meu ver, pode se tornar um problema a longo prazo. Canditados cariocas e paulistas, temendo a concorrncia em Universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, irão, sim, começar a migrar para Estados de menor “nota de corte” e concorrência. Sei disso porque conheço alguns que já irão fazer isso, e tenho certeza que muitos outros também o farão, o que elevará a concorrência e o nível de tais Vestibulares, colocando de fora do nível iniversitário grande parte da população local. Arrisco-me a dizer que daqui a uns 5, 6 anos, serão criadas cotas para nordestinos e nortistas no Vestibular, ao invés de se procurar melhorar a educação de base nessas regiões.
O fato é que, para o aluno chegar ao Ensino Médio, obviamente ele passou por todo Ensino Fundamental. Agora quer dizer que só o Ensino Médio no Brasil que não é bom??? Realmente, as escolas públicas aqui, em geral, não oferecem um Ensino Médio nem médio e nem ruim, mas pior do que isso. O Ensino Fundamental, que é FUNDAMENTAL, também é pior do que o ruim, e se abrangesse grande parte da população infantil nacional, já seria um grande avanço.Então vai dar-se um jeito na educação do país alterando-se o topo da pirâmide e deixando a base como está? (Tá vendo como é dificil parar de fazer perguntas?)Acredito… Não, tenho certeza, que o Governo deveria estar mais preocupado em despender esta e outras verbas advindas de nossos suados salários, em projetos de melhoria da educação infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, e não na prova que mede o conhecimento fornecido por tais Instituições precárias, deficientes e carentes de recursos e de profissionais.

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